RESENHA – Princesa de Gelo

princesa-de-geloTítulo: Princesa de gelo
Autora: Thayane Gaspar
ISBN: 978-85-6558814-0
Revisão: Verônica Sobreira
Beta Reader: Adriana Vargas
Projeto Gráfico: Marina Avila
Ilustração da capa: Luciana Moreira Waack
Capa: Denis Lenzi
Linha Literária: Romance

Fanpage / Skoob / Loja Virtual

SINOPSE:
Ela fugia do amor como algo necessário à sua sobrevivência…”Alessa não tinha um coração! Acredite, é verdade! Até nos momentos em que a adrenalina prevaleceu em seu sangue fazendo-o trabalhar mais rápido, ela o negou; deveria ouvi-lo bater ou ao menos senti-lo, mas era como se seu coração não fizesse mais nada além de pulsar o sangue para que o corpo, ligado a uma alma mórbida, continuasse respirando.
Feitiço. Magia. Encanto. Poções. Bruxaria??? – Não! Apenas um coração e sua simplória maldição.”

Fugir parece ser tão necessário para Alessa quanto respirar. Um dia ela teve um coração, e tratou de o congelar para que dessa forma pudesse continuar vivendo. Porém, ninguém sobrevive sem um coração, e esse dilema a leva a ter uma atitude extrema.

O início do livro pode não parecer convencional, principalmente por ser voltado para um público jovem. Entretanto, começando do extremo, Thayane vai desenrolando uma trama de desenvolvimento, de descobertas e de aceitações. Alessa é levada a ver (ou voltar a ver) o mundo de forma diferente, de perceber que não é amaldiçoada. Apenas perdida e confusa em algo primordial: viver.

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O principal ponto de Princesa de Gelo é a sua protagonista, quem nos conta sua história. Sua característica constante de ver o mundo de uma forma negativa é tão forte no texto que nos influência e nos envolve nesse mesmo prisma gelado. Bem como diz o nome do livro, não espere por uma princesa calorosa. Alessa é capaz de destruir todas as boas coisas que chegam até ela, com o argumento (aparentemente) simples de que não quer sofrer mais.

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A atitude que ela toma no começo e os motivos apresentados depois por ela mesma podem não ser considerados extremos para que ela chegasse a tanto. Esse foi o meu embate com a personagem: sua vida não é a pior coisa do mundo como você afirma ser! Porém, o ponto é o seguinte: de que outra forma ela teria sido encontrada no chão do banheiro por Lacrov e de que outra forma seu coração seria derretido? Aliás, o desespero dela em se ver trincando e derretendo sem controle é que nos deixa na torcida.

O formato do texto adotado para a história também ficou bem interessante: a narração em primeira pessoa feita pela Alessa, com as falas em itálico para ficarem destacadas no contexto. Apesar dos erros de diagramação se tornarem constantes no final, isso não quebra o efeito do texto. Ainda, narrando pelo ponto de vista da personagem principal, só temos o lado dela da história, e aceitamos alguns fatos que podem não ser bem verdade. As vezes, na construção do seu castelo gelado, Alessa pode estar enganando a ela mesma.

Thayane conseguiu criar muito bem essa atmosfera que envolve a narração de uma personagem suicida, e aos poucos ir tirando-a das trevas auto-impostas. Através das conversas, ideias, palavras e gestos trocados com Lacrov, Alessa derrete não apenas ela mesma, mas o mundo que ela havia congelado. Dessa forma, a primavera pode chegar depois do inverno da sua vida.

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