RESENHA – Os filhos do Tempo

Os Filhos do Tempo     Chaiene Barboza Santos

SINOPSE:

Esta é a história de um estudante chamado Nicolas, que adorava olhar as estrelas e pensar na grandiosidade do universo. Ele é perseguido por seres de outro mundo que querem levá-lo do planeta Terra. O rapaz conhece uma linda mulher que veio de um lugar muito distante para revelar segredos que mudariam sua maneira de ver o mundo. Uma descoberta fantástica o remeterá a conhecer quem serão os “Filhos do Tempo”. Uma trama intrigante que nos fará ver o mundo por outro prisma. Segredos, paixão intensa, aventura e grandes revelações mudarão para sempre à vida, não apenas de Nicolas, mas de todos que viajarem com ele nesta odisseia. Quem ousará a tanto?

Resenha:
No início cheguei a tomar um susto, fui surpreendido por um relacionamento fulminante, com apelo amoroso. O casal não se conhecia e ficaram reclusos, pela chuva em um lugar e logo estavam juntos. Claro que, mais adiante, na leitura, tudo acaba se justificando, como parte de um segundo plano da história. (PG 32: A ideia de Zara era miscigenar o sangue de Nicolas com o seu, através da concepção de uma criança, que carregasse a força e o segredo das defesas de Nicolas em seu próprio sangue.)

Entre as linhas que o autor defende, claramente a família é um ponto forte, pois faz apelos à organização familiar. (PG 26: Mesmo no futuro, em nosso planeta, com todos os recursos tecnológicos e científicos, as virtudes, o carinho e as qualidades morais e espirituais aprendidas com os pais são muito valorizados.) É algo bom de se ver, pois sabemos que os jovens lerão o livro e saberão da importância da manutenção da família.

A obra é, também, um alerta a tudo o que acontece com o planeta. (PG 55: O prejuízo para a natureza causado pelo aquecimento global foi maior que as tentativas de neutralizá-lo. Embora o homem acordasse para o fato). Achei legal, pois é preciso que esta mensagem seja propagada pelo mundo, sob todas as formas.

Um dos pontos fortes, o surgimento de uma habilidade especial. Desta forma, o autor deu uma sacudida na história, e o melhor, saiu dos convencionais clichês. Foi um salto de qualidade, necessário ao sucesso de uma trama de ficção. (Nicolas olhou para o rapaz a sua frente, com um sentimento de raiva e logo sua arma passou a levitar e os outros dois homens começaram a se levantar do chão. Nicolas olhou para o terceiro elemento e ele também começou a subir, foram se elevando, assustados e gritando.). Surgiu no momento certo.

Preciso dizer, em alguns momentos tive a sensação de estar lendo um livro de psicologia, dada a profundidade e detalhes de alguns assuntos. (PG 59: Os livros da sua época chamam este distúrbio de agarofobia, ou medo de lugares abertos. Geralmente, ele acompanha as pessoas com crises de ansiedade.) Achei interessante, não pela história, mas como conhecimento adicional.

Agradeço ao autor, que me poupou. Afinal, ao ler, costumo criar as cenas mentalmente e ficou fácil deduzir que Nicolas possuía uma ligação diferente com o mundo “Vida”. (PG 92: Depois, subiram para o quarto, quando Lorena começou a beijá-lo e se amaram, fazendo Merko se esquecer do amigo e de tudo mais a sua volta.). Mas é claro que somente lendo para conhecer o contexto e o clima que envolveu a cena.

Opinião do resenhista: A partir de um determinado momento da história, tudo fica mais dinâmico e a obra prende, ainda mais, a atenção. É difícil deixar de ler, sempre queria saber o que iria acontecer. Dizem que enquanto uma pessoa fala, um ouvinte pensa cinco vezes mais rápido. Nem imaginam nesta leitura! É possível pensar em diversas formas de terminar, mas o autor foi muito feliz, em conseguir juntar todos os pontos.
De um modo geral a história tem uma trama, que o autor procura manter escondida, de forma a manter a curiosidade sobre a história. Mas quando revela os interesses envolvidos, ai é que curiosidade aflora, querendo saber como tudo poderia acabar. Penso que há a possibilidade de continuação, pois agora, o autor tem uma eternidade para explorar, entre a Terra de hoje e a Vida do futuro. Se querem saber porque tenho esta opinião, terão que ler o livro.

Quanto a capa:
A história torna-nos introspectivos e leva-nos a refletir sobre determinados assuntos. A capa retrata um determinado momento do livro e não há porque ser diferente. É uma ficção, mas poderia ser entendida como um romance, pois ele existe e permeia toda a história. Ao se ler o livro, entende-se melhor a capa, o que é um outro ponto positivo.

Resenha J.C.Hesse

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