LIVROS – Devoy, Kassan

Bom, como a divulgação de hoje é sobre o livro da P, vou colocar aqui a resenha que o Guilherme Teixeira fez para ela no Skoob, que diz muito mais do livro do que sua simples divulgação!! Aproveitem!

O início!
Não se deixe enganar pela foto sorridente da autora na orelha deste livro, pois Paula Vendramini pode ser tão cruel quanto alguns de seus personagens: Não pode haver maldade maior do que nos fazer rapidamente apaixonados por seus protagonistas apenas para termos que esperar os próximos volumes com um forte gosto de quero mais.

A beleza da narrativa está na capacidade ímpar da autora em não direcionar o julgamento moral de seus personagens, de forma que suas atitudes possam ser avaliadas diretamente pelo leitor. Apesar de presenciarmos boas e más ações, nenhuma delas parece suficiente para reduzir suas índoles a determinado tipo. Isso fascina sobremaneira ao fazermos sua correspondência com a realidade: ninguém é de todo bom que não possa cometer atos vis e vice-versa. Nesta primeira parte da história não cabe a visão maniqueísta que muitas vezes encontramos nos universos de fantasia.

E por falar em fantasia, o livro é um prato cheio para quem gosta do gênero. Seu mundo possui uma dinâmica social toda própria, onde as posições e relações são definidas ao nascimento, por conta de poderes especiais que são inatos às pessoas e muitas vezes herdados dentro das linhagens. Destacados por seus poderes e aspirações existem os Ocultos, uma espécie de exército particular e secreto ligado ao governo, embora sua influência possa vir a ser muito maior do que a do próprio. Em contraposição existem os Rebeldes, amigos, parentes e remanescentes de um povo que, segundo as lendas, decidiu certa vez tomar o poder para si, sendo retaliado pelo governo, que embora não tenha conseguido dizimá-lo por completo, relegou-os a clandestinidade.

A história acompanha a protagonista, Celebriant Devoy, enquanto ela descobre seu lugar no mundo – ou pelo menos o lugar que definiram pra ela – em cerca de duzentas páginas que passam voando para o leitor. Sua relação com seus poderes e família, e desta para com o governo, tem seus contornos desenhados enquanto observamos o passar dos anos e sua criação. Por meio de reações aos fatos presenciados e impostos a Celi, testemunhamos o desenvolvimento de seu caráter, decisivo para a questão principal do livro: conseguirá a moça tomar as rédeas de seu próprio destino?

Guilherme das Neves Teixeira

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