Pq L não pode ir em uma livraria…

(postado originalmente em 28/11/2006)

Bom, eu lembrei disso nesse sábado, no Encontro dos Escritores do Oeste do Paraná, já que lá tinha uma banquinha da livraria e o seu respectivo dono XD:

Em um belo dia de quase sol, L (quando ainda era uma vestibulanda) e mais um amigo estavam no centro de Foz do Iguaçu pedindo prendas nas lojas para serem rifadas pelo grupo de jovens na festa do padroeiro da comunidade do bairro. Quando já havíamos desistido (já que só tínhamos conseguido um protótipo de vaso de flor muito estranho), resolvemos fazer uma última parada na livraria em frente ao ponto de ônibus. O amigo da L estava procurando por um dicionário de latim e hebraico para encontrar um novo nome para o nosso grupo, já que ele era o novo líder. L não tinha nada em mente, mas quando atravessou aquela porta e se deparou com uma imensidão de livros, ela não sabia nem por onde começar a mexer. Haviam tantos e de todos os tipos, enfileirados em estantes, em suportes no meio do caminho, em colunas pelo chão…
Ao perceber que o amigo estava bem distraído com os dicionários, L se esgueirou disfarçadamente pela loja e começou a pegar os títulos que lhe chamavam a atenção, pensando docemente ‘Ah, o dia em que eu puder comprar tudo o que eu quero…’. Não lembro de cabeça agora de todos, mas foram muitos. De todos, ela separou uns cinco, e sentou-se no chão fascinada em somente poder virar as folhas e sentir aquele cheiro de livro novo, enquanto hora ou outra lia alguns dos nomes sugestivos de capítulos.
Um desses livros era de contos de comédia e, sem perceber, L começou a rir do jeito nada chamativo dela. Logo um par de pés em sapatos bem lustrados surgiu em sua frente e a fez lembrar do lugar em que estava. L olhou para cima e deparou-se com o excelentíssimo senhor dono da livraria que lhe perguntou: ‘O que está fazendo?’. L, sorrindo amarelo, levantou-se de pronto e disse maquinalmente: ‘Somos da Comunidade Santo Antônio, do bairro Jardim Itália, e estamos arrecadando prendas que serão rifadas na festa do padroeiro da comunidade. O senhor não tem alguma coisa para nos ajudar?’. Ainda desconfiado, o dono da loja foi até uma das estantes dos fundos e voltou com um livrinho. L agradeceu imensamente e chamou o amigo para irem embora logo antes que o ônibus passasse.
No ponto, L mostrou feliz a sua conquista do dia em prol da comunidade: um livro sobre receitas de banana no valor de um real.

By ‘L’ XD

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