Atendendo no mercado I

(postado originalmente em 29/12/2006… e aqui fecha os posts de 2006 o/)


Menina: Me dá uva, morango e… e laranja.
L: … 😛
Menina: Uva-Morango-Laranja.
L: De fruta só tem banana.
Menina: Não! Suco!

Menino: Me dá um rausso.
L: Um o quê?! 😛
Menino: Um rausso.
L: O que que é isso?
Menino: Desse aqui. (aponta para o expositor de doces)
L: Ah, um Halls?
Menino: É.
L: Halls acabou, pode ser desse outro?
Menino: frigeulsso? Pode ser…

Menina-barrigudinha: Me dá um iokurt.
L:… iogurte?
Menina-barrigudinha: É, iokurt!

Menina-sequinha: Eu quero uma pila fininha.
L:… ?…
Menina-sequinha: Pila, de por nos relógios…
L: Pilha?
Menina-sequinha: É… daquelas pila palito…

Lucas: Medáumleitetomatedocedeleiteeumrealdepãoolhaaminhabicicletanovaqueeuganheidaminhamãeporquepasseideano!
L: Tá, Lucas, agora desce do portão e repete mais devagar, por favor.
(Lucas desce a agarra a bicicleta que ele tinha jogado de qualquer jeito no chão para poder subir na grade do portão)
Lucas: Olha a bicicleta nova que eu ganhei da minha mãe! Ela corre um monte quer ver?!
(Lucas sai pedalando e some. Só volta meia hora depois com um sorriso imenso)
Lucas: Esqueci das coisas que era para comprar!
L: Percebi…

Menina-chata (no horário de almoço): Lerde! (é assim que ela pensa que é o nome da minha mãe… na verdade é Orleide)
L (sai pacientemente da frente do computador no seu quarto, último cômodo da casa, e vai até no portão da frente ver o que a dita quer): Fala.
Menina-chata (alcançando três reais): Me dá uma cerveja, dois alho solto, um tomate e uma cebola.
L (calculando mentalmente quantos meio tomate, meia cebola e meio alho vai ter que dar para a menina para conseguir enfiar tudo o que ela quer em três reais): Tá…
L consegue e entrega tudo para menina.
Cinco minutos depois ela volta:
Menina-chata: minha mãe quer trocar o tomate por um pimentão!
L (que saiu de novo da frente do computador para ter que ouvir isso): O pimentão é mais caro, não vai dar.
Menina-chata: Então deixa.
Dois minutos depois:
Menina-chata: Minha mãe quer caldo quinóre.
L: Com vinte centavos? A caixinha custa quarenta.
Menina-chata: Ela quer um caldo só, não a caixinha.
L: :P…
Cinco minutos depois:
Menina-chata: Lerde!
L: Affffff…. (saindo da frente do bláblábláblá…)
Menina-chata: Que doce dá um esse dinheiro?
L: Trinta e cinco centavos? Dá um Baton.
Menina-chata: Pode ser… e dá o resto de bala!
L:… Não sobra troco.
Menina-chata: Pode ser então.
L (voltando com o Baton de chocolate branco): Certo?
Menina-chata: Não tem de chocolate?
L (se segurando para não falar besteira para a menina): Não, só tem desse de quase chocolate.

Vini (um bebê de quase três anos da rua de trás): Orleide! Ninguém vem me dar pirulito! (como ele era baixinho, o sensor da porta não tocou e a minha mãe e eu não vimos ele entrar. O coitado deve ter ficado um tempão esperando no balcão até que tomou coragem e foi na porta da cozinha chamar a gente XD)

Não quero nem ver agora no final de ano :P…

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